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quarta-feira, 11 de maio de 2011

O militarismo está mais vivo do que nunca


O militarismo está mais vivo do que nunca

Robert Geller: verão 2011.
Resolvi começar falando de uma tendência que parece ultrapassada, mas não está! Muito pelo contrário. Reapareceu com força total na semana de Moda de Nova York. E ainda mostrará sua carinha nas próximas semanas.
Há algum tempo, o militar vem deixando o patamar de tendência para virar um clássico no guarda-roupa masculino. O estilo se afirma a cada nova coleção, se reinventando e fugindo cada vez mais dos clichês. Tendência é isso: uma verdadeira enxurrada de informações que podem ser ditadas nas passarelas ou simplesmente em guetos e ruas de uma grande metrópole. Um vai e vem enlouquecedor!
Mas, muita calma! É preciso cuidado na hora de montar um look militar, para não ficar caracterizado como um soldado voltando da guerra. É claro que não é essa a intenção, certo? A melhor pedida é a mistura. Uma peça militar pode ser perfeitamente mixada com uma do street wear ou ainda com outras mais clássicas. Ai vale fazer o dever de casa na frente do espelho.
A inspiração militar está presente na moda desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os tecidos de cor verde oliva dos uniformes predominavam na indumentária masculina. Seu maior revival ocorreu nos anos 1980, quando os estilistas mostraram em suas coleções uma forte influência militar – mas ficaram muito distantes do gosto masculino. Em meados de 2008, ela voltou, e para ficar!
A tendência militar não se caracteriza somente pelos tons de verde e cáqui. Pode ser identificada pelos cortes, lapelas e aplicações. As parcas, os trench coats e os paletós ainda estão presentes, mas a diferença é o corte: mais limpo e estruturado. Alguns estilistas optam pelos detalhes mais sutis, mas mesmo assim as peças trazem a força do look militar. Tim Hamilton, por exemplo, optou por misturar coturnos com alfaiataria. Já Michael Bastian combinou o camuflado com a estampa de leopardo. Pode procurar no seu armário, o militar com certeza já esteve (ou está) por lá. Se não estiver, é uma ótima hora para dar uma renovada no que já virou clássico. Na próxima semana falarei da evolução dos ternos. Aguarde!

Parka, você sabe o que é?

É um casaco com grandes bolsos e geralmente com capuz. Foi pensado para ser usado pelos soldados nos anos 1930. Hoje em dia, ela aparece nos mais diversos tecidos e variações.

Onda verde

Cor ganha destaque em roupas, acessórios, objetos de decoração e design, trazendo de volta o clima dos anos 1970.

Com inspiração retrô influenciando as passarelas, não é surpresa que o verde abacate, um ícone dos anos 1970, tenha feito um revival tanto na moda quanto no design. A cor apareceu em várias peças, de roupas a acessórios. Emprestou sua energia a materiais como o couro, usado em casacos e luvas, e deu vida nova a bolsas e a exóticos peep-toes. Como tom de base, lavado, como apoio para estampas florais ou misturado ao lavanda ou ao dourado, o verde fica mais elegante.
Os desfiles de primavera/verão 2011 de Milão e Paris e a feira de moda masculina Pitti Uomo mostraram o verde em abundância. Em suéteres leves e em looks de couro, ele deu uma vibe vintage a várias combinações. Não faltaram estampas inspiradas nos anos 1960 e padrões roubados de temas polinésios. Alguns estilistas fundiram a cor com dourado, ferrugem e oliva, dando a ela outras dimensões.
O abacate e o oliva surgem como tons chave também na decoração. Um bom exemplo é a coleção de louças de Richard Ginori, sempre usada por grandes chefs para dar destaque especial a suas criações. No vaso de flores que desenhou para a Muuto, o designer Matti Klenell recortou a esfera verde com curvas estratégicas, aumentando o contraste com o vidro incolor. Enquanto o verde total dá charme aos headphones da Urban Ears.